Recomeça...

janeiro 04, 2019

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga TORGA, M., Diário XIII. 

Matilda

Um Mundo dentro do Mundo

janeiro 02, 2019

Comecei a ler para a Matilda mal ela nasceu. Às vezes estava a ler para ela e outras vezes estava a ler para mim. De todas as vezes ela ouvia o som da minha voz bem atenta e de olhos abertos. Parecia que percebia cada palavra. Hoje em dia já faz comentários, temos de estar mais tempo nas páginas favoritas e no fim temos de adivinhar o nome de todos os personagens. “Onde está a Anita? Boa! E o Pantufa?” Lembro-me da voz da minha mãe a contar-me estas mesmas histórias. A cada página, uma descoberta, uma aventura. Claro que isso voltou a acontecer mais tarde quando comecei a ler sozinha. Por agora ela ainda me pede para contar sempre a mesma história! As ilustrações também são importantes. Isto para dizer que este assunto tem alguma importância na nossa vida. Já temos uma lista de livros que vamos comprando e uma lista de livros que desejávamos ter. Ora vejamos: Temos alguns livros da colecção da Anita e outros da Rua sésamo. Os contos da Beatrix Potter, com ilustrações originais (sempre que possível), o Winnie the Pooh de A.A. Milne originalmente publicado em 1926 e que é, para mim, uma grande lição de vida. À semelhança do “Principezinho”, de Antoine de Saint-Exupéry, este Winnie the Pooh é um daqueles livros que se redescobre em todas as idades, e estamos sempre a aprender com ele. Recentemente comprei alguns clássicos numa livraria de esquina a 3 euros cada um: A Heidi foi um deles. Um dos livros que marcou muito a minha iniciação à leitura. Andamos agora por essas feiras e alfarrabistas à procura das seguintes obras:  “Make way for Ducklings”, queremos uma versão com ilustrações originais; Matilda; Little women; Peter Pan; The wizard of Oz; The lion, the witch and the wardrobe; Madeline. 





A vida no campo

As minhas vizinhas são as maiores

novembro 15, 2018

Quando olho para as minhas vizinhas parece-me sempre que o dia delas tem mais horas que o meu. Mal tenho tempo para estender roupa ou arrancar ervas daninhas do quintal, mas isso é para meninos, ou para meninas, vá... com o dobro e, nalguns casos, o triplo da minha idade, elas conseguem orientar a casa, o quintal, os terrenos, semear tudo e mais alguma coisa, apanhar azeitona, vindimar, tratar da criação, fazer compotas, fazer conservas, secar o feijão, os figos e o grão, criar os netos, etc etc etc até ao infinito e mais além. Ora... eu juro que fico espantada (e cansada só de pensar!). Mas, também é justo dizer que isto as mantém rijas! Que são mulheres que conseguiriam erguer um exercito se quisessem. Como serei eu quando chegar à idade delas? Só espero que o meu dia tenha assim tanta hora!






A vida no campo

O Tempo

novembro 01, 2018





Gosto de tradições e rituais. Gosto daquelas que já existiam antes de mim, gosto das que me envolvem desde pequenina e gosto das novas que vou aprendendo ao lado da minha filha. Não falo só de tradições anuais como o dia do bolinho ou o Natal, mas também de rituais diários. Imagino a minha filha a contar um dia aos filhos dela: Naquele tempo eu fazia sempre isto e aquilo com a minha mãe, era tradição. A tradição não é uma coisa alheia a nós, algo que os outros fazem para tornar o dia deles especial. É uma coisa muito pessoal, muito familiar, muito nossa. Uma tradição ou um ritual diário, semanal, mensal ou anual é muito importante para mim. Marca o tempo de uma forma especial. Existem as coisas que gostamos que sejam sempre iguais, e existem os dias diferentes pelos quais ansiamos o ano inteiro. O tempo é algo muito valioso e talvez por isso seja tão importante transformá-lo ora numa coisa, ora noutra. E as tradições encaixam no tempo que nem a água pé nas castanhas. E atenção! Não estou a falar do passado.  Não estou a dizer com isto que tem de haver uma tradição em detrimento de outras. Ouço falar muita vez que agora é só halloween e coisas das Américas e dia do bolinho, nada… Eu cá acho que não é verdade. Em nossa casa fez-se um halloween com aranhas de plástico nas gavetas e também houve, claro, o dia do bolinho. Para a minha filha já vai ser normal esta duas tradições andarem de mãos dadas e não tem mal nenhum, pois cada uma é divertida à sua maneira, e isso basta-nos para dar valor ao nosso tempo.  

Dia Mundial da música ou a música todos os dias

outubro 01, 2018

A música está sempre na nossa vida, não podia ser de outra maneira! Deixo aqui uma lista de canções que canto para a minha filha todos os dias:

Vai-te embora passarinho - Canção de berço alentejana
Cielito lindo - Canção tradicional mexicana
Penteei o meu cabelo - Canção alentejana
A minha primeira valsa - Banda da Catraia
O outono - Banda da Catraia
Acorda menina linda - Jorge Palma
Blackbird - Beatles
Pêra verde - Celina da Piedade

entre outras... !