PENSAMENTOS DE UMA MÃE!

setembro 29, 2018



Este assunto não é de ultima hora nem faz as delícias dos média mas é, a meu ver, um assunto extremamente delicado e que merece a maior das atenções: a educação dos nossos filhos.
A Matilda ainda não anda na escola mas este assunto já é uma preocupação constante na minha cabeça. Que escola escolher, qual o sistema que se adequa melhor a ela, quais as ofertas educacionais alternativas, (e muito importante) quanto custam e será que estão ao nosso alcance. Ao avançar no lamaçal de dúvidas e poucas respostas (pelo menos na nossa área de residência as alternativas escasseiam) apercebi-me de uma coisa muito, assustadoramente, verdadeira: as pessoas, escolas, governos, etc, sentem que os pais são insuficientes para os seus filhos, aliás, é senso comum achar que dar o melhor aos filhos é carrega-los de actividades geridas por outras pessoas pois certamente os pais são de alguma forma indignos de ensinar o que quer que seja. Mas uma coisa é verdade: nós queremos o melhor para eles, disso não há dúvidas! Agora, será que eles estão a ter o melhor de nós? Bem, passo muito tempo a pensar nisto, principalmente quando perco a paciência com a minha filha ou quando me apetecia estar noutro lado, acontece... Será que ela está a ter o melhor de mim? A dada altura disseram-me que o melhor é pô-la na escola para conviver com outras crianças e ganhar hábitos e rotinas iguais às dos outros, que é lá que estão as ferramentas necessárias para ela “evoluir”. Perdoem-me por não concordar. E olhem que eu tive uma óptima experiência escolar! Tive bons e maus professores, bons e maus colegas, bons e maus auxiliares… Mas acho, olhando para trás, que por muito que algumas pessoas façam um esforço, a forma estreita e acelerada que mina os programas escolares e que os torna absurdos, tirou a garra onde ela havia e só serve para encorajar os maus a serem piores. E sei que vão dizer: “Quem és tu para falar sobre isto? És algum especialista?” he he… Não. Sou mãe. Sou o melhor e mais dedicado especialista que existe. Heroicamente ainda há quem não se conforme e lute para abraçar este sistema na convicção de que não tem alternativa. Mas tem. 



A Catraia

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