-Respirar ar puro-
Não há nada tão bom para clarificar as ideias como respirar
o ar frio e leve das montanhas. Desde fazer desporto pelos trilhos que rodeiam
a minha casa até passear com a minha filha, o ar que respiramos é sempre
saudável e agradável, leve e por vezes húmido. Sabe tão bem!
-Abrandamento-
Quantas vezes ao longo do nosso dia olhamos para a correria
que se desenrola e dizemos para nós: preciso de umas férias, preciso de me
afastar desta confusão. Pois bem, em minha casa, ou pelo menos em volta dela
(!) a sensação de abrandamento é incrível. Tudo acontece de forma lenta. As
pessoas param para falar umas com as outras, e poderiam estar ali na conversa
durante 5 minutos ou uma hora, tanto faz. Porque na verdade não têm de ir a
lado nenhum. Têm coisas para fazer, claro que sim! Mas tudo pode esperar. O
contacto entre as pessoas que aqui vivem é directamente proporcional a este
abrandamento.
-Silêncio-
Não damos por falta dele até finalmente não podermos viver
sem ele. Aqui não há silêncio. Há sons por todo o lado para quem souber
escutar. Os animais preenchem-no e o vento nas arvores também. À noite,
houve-se um mocho que mais parece uma qualquer sinalética sonora artificial e
moderna, é maravilhoso.
-A vista-
Sabem aquela sensação de abrir a janela do quarto num hotel
no meio do nada e apenas contemplar a paisagem? Quando paramos para olhar a
vista é magnifica.
-Contacto com a natureza-
Saber que a minha filha vai crescer com os pés na terra, no
meio de todo o tipo de animais e plantas, é uma sensação adorável! Depois do
contacto com a natureza vem o respeito por ela. O respeito pelas coisas vivas é
uma das coisas mais importantes para se ensinar a uma criança.
A Catraia


