UM CAFÉ NA CIDADE E OUTRO NO CAMPO!

setembro 29, 2018



Quando vou até Leiria, cidade pequena mas para nós é a cidade grande, espero muito pouco por um café. Alias, tem de ser minimamente rápido senão até fico impaciente. Pego no café, bebo e pronto. 5 minutos, vá, a correr mal… Isso acontece quando meto o meu chip citadino de há uns anos atrás. Há uns dias estava a falar com uma amiga que vive em Leiria e que diz muita vez que não sabe como é que nós fazemos, ela tem de ver pessoas! Pois. Se o objectivo é apenas “ver” as pessoas, então a cidade é o sítio ideal. Nós não podemos SÓ ver as pessoas. Temos de dizer “Bom dia”, “vai-se andando” e temos de falar sobre o tempo. Temos de perguntar “Como vão as suas pernas? Menos cansadas? E as cebolas? Já têm melhor aspecto?” Temos de falar sobre o rio e sobre o padeiro que hoje passou mais tarde, e temos de voltar a casa para deixar um saco cheio de feijão verde, couves, tomates e mação, enfim… é verdade, aqui no campo não podemos só olhar para as pessoas, temos de as ver. E um café não pode demorar só 5 minutos, nunca na vida! 

A Catraia

A NOSSA FAMÍLIA!

setembro 29, 2018


Na nossa família, como nas outras, não somos perfeitos. Discutimos, ralhamos, ficamos amuados, argumentamos até à exaustão para ter razão, falamos alto, gritamos, dizemos que sim só para o outro se calar, etc… Mas não dispensamos nem uma oportunidade de estarmos juntos. É maravilhoso. Cantamos, rimos, dançamos, falamos uns por cima dos outros, damos abraços e beijinhos. É uma confusão. Mas é uma confusão tão boa.



A Catraia

PEQUENO ALMOÇO: A NOSSA REFEIÇÃO FAVORITA!

setembro 29, 2018



O pequeno-almoço: a nossa refeição favorita! 
Ao pequeno almoço o que não pode faltar: fruta fresca, aveia, ovos, compotas e mel. Receita para um pequeno almoço que deixa toda a gente bem-disposta:

- Panquecas de ovo, banana e aveia regadas com mel; sumo de laranja natural; fruta à discrição e no final um cafezinho daqueles que deixa os olhos a brilhar!

Calorias? Cá não temos muito disso… Comemos bem porque somos de alimento e não vamos daqui com fome! 
Também bebemos batidos de frutas e comemos torradas estaladiças com manteiga, só faltam mesmo as brasas para tostar o pão da avó à lareira, que maravilha! Melhor que isto só comê-lo enquanto olhamos as montanhas pela janela e se vê ao longe o vizinho de volta da agricultura. É uma espécie de poema que podia ser de um tal de Alberto Caeiro.



É nesta altura que me lembro sempre da Heidi nas montanhas a comer pão quente e leite fresco, cheia de dor de barriga… Há mais pequenos almoços que vos façam sonhar?



A Catraia








A vida no campo

AS 5 MELHORES COISAS QUE O CAMPO ME DEU!

maio 25, 2018



-Respirar ar puro-
Não há nada tão bom para clarificar as ideias como respirar o ar frio e leve das montanhas. Desde fazer desporto pelos trilhos que rodeiam a minha casa até passear com a minha filha, o ar que respiramos é sempre saudável e agradável, leve e por vezes húmido. Sabe tão bem!

-Abrandamento-
Quantas vezes ao longo do nosso dia olhamos para a correria que se desenrola e dizemos para nós: preciso de umas férias, preciso de me afastar desta confusão. Pois bem, em minha casa, ou pelo menos em volta dela (!) a sensação de abrandamento é incrível. Tudo acontece de forma lenta. As pessoas param para falar umas com as outras, e poderiam estar ali na conversa durante 5 minutos ou uma hora, tanto faz. Porque na verdade não têm de ir a lado nenhum. Têm coisas para fazer, claro que sim! Mas tudo pode esperar. O contacto entre as pessoas que aqui vivem é directamente proporcional a este abrandamento.

-Silêncio-
Não damos por falta dele até finalmente não podermos viver sem ele. Aqui não há silêncio. Há sons por todo o lado para quem souber escutar. Os animais preenchem-no e o vento nas arvores também. À noite, houve-se um mocho que mais parece uma qualquer sinalética sonora artificial e moderna, é maravilhoso.

-A vista-
Sabem aquela sensação de abrir a janela do quarto num hotel no meio do nada e apenas contemplar a paisagem? Quando paramos para olhar a vista é magnifica.

-Contacto com a natureza-
Saber que a minha filha vai crescer com os pés na terra, no meio de todo o tipo de animais e plantas, é uma sensação adorável! Depois do contacto com a natureza vem o respeito por ela. O respeito pelas coisas vivas é uma das coisas mais importantes para se ensinar a uma criança. 

A Catraia

Matilda

À DISTÂNCIA DE UM BEIJINHO!

maio 25, 2018




Assim me ensinaram a carregar o meu bebé: “à distância de um beijinho”. Eu carrego a Matilda quase todos os dias, só não o faço quando não tenho tempo. Aqui nas Fontes temos caminhos largos e bonitos para levar o carrinho, mas raramente o fazemos. Isso seria limitar as nossas opções. Ora vejamos: quando chove o carrinho não dá muito jeito (nem tenho uma daquelas protecções de plástico); quando queremos explorar outros caminhos com escadas naturais e mais íngremes e cheios de pedras, escusado será dizer que o carrinho não entra. Pois bem, com o nosso paninho nada nos pára! Se chove: Galochas, paninho e chapéu de chuva, aí vamos nós! Se queremos explorar outros caminhos: botas de montanha e protecção para a cabeça. As coisas que nunca podem faltar nas nossas aventuras: Chapéu, gorro ou lenço na cabeça; Protector solar, galochas ou botas de montanha com rasto apropriado; água. Devemos ter em atenção se a restante roupa é apropriada. Por exemplo, o bebé deve usar calçado que não deixe os dedos encolhidos, nós por cá usamos só umas calças de pano e meias. Eventualmente levo uns sapatinhos dentro da mochila caso ela queira sair do pano para explorar as redondezas. E assim vamos nós por entre beijinhos e risos, ver os nossos amigos patos e outros bichos.


A Catraia

A vida no campo

SAÍMOS DA CIDADE PARA VER OS PATOS TODOS OS DIAS!

abril 21, 2018



Eu e o João mudámos para o campo. Foi assustador e empolgante, ao mesmo tempo tendo em conta que a Matilda nasceu nessa mesma semana. 

Bem, estão a ver aquela série antiga do Grenn Acres? Foi mais ou menos assim... Dois míudos da cidade, no meio do silêncio da serra, só com o rio como som de fundo. 

Mais ou menos nessa altura, descobri a maravilha que é passear por ali. Sair de casa só por sair e descer ao rio para ver os patos, como se fosse um objectivo de rotina prioritário, do tipo, vou sair de casa para comprar pão ou para comprar gás (pois... nós ainda compramos botijas de gás!). 

E assim surgiu esta aventura de sair de casa todos os dias para respirar o ar puro e aproveitar todos os outros benefícios de viver no campo. 


A Catraia