A música está sempre na nossa vida, não podia ser de outra maneira! Deixo aqui uma lista de canções que canto para a minha filha todos os dias:
Vai-te embora passarinho - Canção de berço alentejana
Cielito lindo - Canção tradicional mexicana
Penteei o meu cabelo - Canção alentejana
A minha primeira valsa - Banda da Catraia
O outono - Banda da Catraia
Acorda menina linda - Jorge Palma
Blackbird - Beatles
Pêra verde - Celina da Piedade
entre outras... !

Este assunto não é de ultima hora nem faz as delícias dos
média mas é, a meu ver, um assunto extremamente delicado e que merece a maior
das atenções: a educação dos nossos filhos.
A Matilda ainda não anda na escola mas este assunto já é uma preocupação constante na minha cabeça. Que escola escolher, qual o sistema que se adequa melhor a ela, quais as ofertas educacionais alternativas, (e muito importante) quanto custam e será que estão ao nosso alcance. Ao avançar no lamaçal de dúvidas e poucas respostas (pelo menos na nossa área de residência as alternativas escasseiam) apercebi-me de uma coisa muito, assustadoramente, verdadeira: as pessoas, escolas, governos, etc, sentem que os pais são insuficientes para os seus filhos, aliás, é senso comum achar que dar o melhor aos filhos é carrega-los de actividades geridas por outras pessoas pois certamente os pais são de alguma forma indignos de ensinar o que quer que seja. Mas uma coisa é verdade: nós queremos o melhor para eles, disso não há dúvidas! Agora, será que eles estão a ter o melhor de nós? Bem, passo muito tempo a pensar nisto, principalmente quando perco a paciência com a minha filha ou quando me apetecia estar noutro lado, acontece... Será que ela está a ter o melhor de mim? A dada altura disseram-me que o melhor é pô-la na escola para conviver com outras crianças e ganhar hábitos e rotinas iguais às dos outros, que é lá que estão as ferramentas necessárias para ela “evoluir”. Perdoem-me por não concordar. E olhem que eu tive uma óptima experiência escolar! Tive bons e maus professores, bons e maus colegas, bons e maus auxiliares… Mas acho, olhando para trás, que por muito que algumas pessoas façam um esforço, a forma estreita e acelerada que mina os programas escolares e que os torna absurdos, tirou a garra onde ela havia e só serve para encorajar os maus a serem piores. E sei que vão dizer: “Quem és tu para falar sobre isto? És algum especialista?” he he… Não. Sou mãe. Sou o melhor e mais dedicado especialista que existe. Heroicamente ainda há quem não se conforme e lute para abraçar este sistema na convicção de que não tem alternativa. Mas tem.
A Matilda ainda não anda na escola mas este assunto já é uma preocupação constante na minha cabeça. Que escola escolher, qual o sistema que se adequa melhor a ela, quais as ofertas educacionais alternativas, (e muito importante) quanto custam e será que estão ao nosso alcance. Ao avançar no lamaçal de dúvidas e poucas respostas (pelo menos na nossa área de residência as alternativas escasseiam) apercebi-me de uma coisa muito, assustadoramente, verdadeira: as pessoas, escolas, governos, etc, sentem que os pais são insuficientes para os seus filhos, aliás, é senso comum achar que dar o melhor aos filhos é carrega-los de actividades geridas por outras pessoas pois certamente os pais são de alguma forma indignos de ensinar o que quer que seja. Mas uma coisa é verdade: nós queremos o melhor para eles, disso não há dúvidas! Agora, será que eles estão a ter o melhor de nós? Bem, passo muito tempo a pensar nisto, principalmente quando perco a paciência com a minha filha ou quando me apetecia estar noutro lado, acontece... Será que ela está a ter o melhor de mim? A dada altura disseram-me que o melhor é pô-la na escola para conviver com outras crianças e ganhar hábitos e rotinas iguais às dos outros, que é lá que estão as ferramentas necessárias para ela “evoluir”. Perdoem-me por não concordar. E olhem que eu tive uma óptima experiência escolar! Tive bons e maus professores, bons e maus colegas, bons e maus auxiliares… Mas acho, olhando para trás, que por muito que algumas pessoas façam um esforço, a forma estreita e acelerada que mina os programas escolares e que os torna absurdos, tirou a garra onde ela havia e só serve para encorajar os maus a serem piores. E sei que vão dizer: “Quem és tu para falar sobre isto? És algum especialista?” he he… Não. Sou mãe. Sou o melhor e mais dedicado especialista que existe. Heroicamente ainda há quem não se conforme e lute para abraçar este sistema na convicção de que não tem alternativa. Mas tem.
A Catraia
Quando vou até Leiria, cidade pequena mas para nós é a
cidade grande, espero muito pouco por um café. Alias, tem de ser minimamente
rápido senão até fico impaciente. Pego no café, bebo e pronto. 5 minutos, vá, a
correr mal… Isso acontece quando meto o meu chip citadino de há uns anos atrás.
Há uns dias estava a falar com uma amiga que vive em Leiria e que diz muita vez
que não sabe como é que nós fazemos, ela tem de ver pessoas! Pois. Se o
objectivo é apenas “ver” as pessoas, então a cidade é o sítio ideal. Nós não
podemos SÓ ver as pessoas. Temos de dizer “Bom dia”, “vai-se andando” e temos
de falar sobre o tempo. Temos de perguntar “Como vão as suas pernas? Menos
cansadas? E as cebolas? Já têm melhor aspecto?” Temos de falar sobre o rio e
sobre o padeiro que hoje passou mais tarde, e temos de voltar a casa para
deixar um saco cheio de feijão verde, couves, tomates e mação, enfim… é
verdade, aqui no campo não podemos só olhar para as pessoas, temos de as ver. E
um café não pode demorar só 5 minutos, nunca na vida!
A Catraia
Na nossa família, como nas outras, não somos perfeitos.
Discutimos, ralhamos, ficamos amuados, argumentamos até à exaustão para ter
razão, falamos alto, gritamos, dizemos que sim só para o outro se calar, etc…
Mas não dispensamos nem uma oportunidade de estarmos juntos. É maravilhoso.
Cantamos, rimos, dançamos, falamos uns por cima dos outros, damos abraços e
beijinhos. É uma confusão. Mas é uma confusão tão boa.
A Catraia





